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Chiquinho planeja carreira como treinador de futebol

Não faz muito tempo, Chiquinho ainda corria pelos gramados do Rio Grande do Sul. Mais precisamente, há três anos decidiu encerrar a carreira. Foi aí que aquele lateral-esquerdo ofensivo e irreverente, que surgiu no Inter no início dos anos 2000, deu lugar a um meia-armador que passou a questionar o futuro de sua vida.

— Encerrei minha carreira com 33 anos, bem precocemente. Tive alguns problemas de lesões, coloquei tudo na balança, conversei com minha esposa e chegamos à conclusão de que eu iria iniciar um novo ciclo. Em um primeiro momento, é bem complicado, a gente fica um pouco perdido. Pensa que só sabe jogar futebol. O que me ajudou muito foi voltar a estudar. Hoje, estou fazendo faculdade de Educação Física, e está sendo muito legal aprender sobre a parte física dos atletas, montar treinamentos — conta ele.

Revelado no Beira-Rio, Chiquinho passou por inúmeros clubes ao longo da carreira — Palmeiras, Goiás, Vitória e Fortaleza. Curiosamente, foi depois de pendurar as chuteiras que ele passou a viajar para o Exterior com mais frequência.

— Tenho participado de jogos dos masters do Inter, fazendo viagens por consulados do Interior. Tenho feito algumas palestras, alguns projetos sociais. Não tenho parado. Acabei viajando mais no pós-carreira do que quando jogava. Tenho um projeto chamado “Brazil Football Club”, em que a gente leva os princípios cristãos através do futebol. É uma ONG totalmente voluntária. Já viajamos pelo menos 26 países. O último país que estivemos foi na Coreia do Norte. Nossa ênfase é em trabalhos com crianças, jogos em presídios, visitas a orfanatos — destaca.


Aos 36 anos de idade, o ex-atleta planeja os próximos passos nesta nova etapa da vida. E, claro, não pretende se distanciar dos gramados.

— Confesso que, em um primeiro momento, pensei em me afastar. Mas eu não consegui ficar longe do futebol. E a faculdade de Educação Física, eu escolhi para isso: para me capacitar e para poder estar dentro do futebol de novo. Minha ideia é fazer alguns cursos de treinador da CBF. Já faço alguns trabalhos como treinador na zona sul de Porto Alegre, na formação de atletas. Levo-os para fazer testes em alguns clubes. É o que a gente gosta de fazer, não tem como ficar longe. A gente pensa que, para ser treinador, só a experiência como jogador basta. Tem que ter um olhar diferente, tem que ter uma gestão de grupo. Então, tenho que me capacitar e, quem sabe, em breve, estarei dando entrevista como treinador — brinca.

Informações: Felipe Duarte – GaúchaZH

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