Canguçu, sexta-feira, 6 de março de 2026
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Safra de tabaco ultrapassa 50% da colheita e negociações de preços entram na reta final

Comercialização começa a ganhar ritmo no Sul do país, enquanto definição do preço mínimo deve ocorrer na segunda quinzena de janeiro


A safra de tabaco 2025/2026 já ultrapassa 50% do total colhido nesta primeira semana de janeiro e a comercialização começa a ganhar ritmo de forma gradual nas principais regiões produtoras do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Segundo o presidente da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Marcilio Drescher, a definição do reajuste das tabelas de preço mínimo deve ocorrer em reuniões marcadas para os dias 19 e 20 de janeiro, por empresa, no âmbito das Cadecs (Comissões de Acompanhamento, Desenvolvimento e Conciliação da Integração).

De acordo com Drescher, a agenda de negociação foi transferida para a segunda quinzena de janeiro em razão de um atraso excepcional no fechamento do levantamento de custos de produção, especialmente na etapa relacionada à mão de obra. Ele explica que a equipe de campo da Afubra concentrou esforços no atendimento a produtores com lavouras atingidas por granizo, o que também contribuiu para o adiamento. Com o levantamento concluído e conciliado por empresa, a comissão representativa dos fumicultores se reúne com os representantes das empresas fumageiras para tratar sobre os preços da safra.

Em Canguçu, município líder na produção de tabaco nacional, os produtores acompanham com atenção o andamento da colheita e as negociações. A Afubra observa que, apesar de impactos climáticos pontuais em algumas áreas, a produtividade e a qualidade do tabaco variam conforme a localidade. Outro ponto de preocupação é a escassez de mão de obra no campo, especialmente no período de colheita, o que eleva o custo de produção. Drescher destaca que esse aumento impacta diretamente a rentabilidade do produtor e exige planejamento, inclusive quanto ao dimensionamento da área plantada e ao uso da mão de obra familiar.

A comissão representativa dos produtores de tabaco é formada pela Afubra e pelas Federações da Agricultura (Farsul, Faesc e Faep) e dos Trabalhadores Rurais (Fetag, Fetaesc e Fetaep) do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.