Canguçu, sexta-feira, 6 de março de 2026
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Forças de segurança do Estado intensificam ações de combate à violência contra mulher

Atuações da Operação Mulher Segura 2026 e da Patrulha Maria da Penha resultaram na prisão de agressores


Nos dois primeiros meses de 2026, as forças de segurança do Estado intensificaram as ações de combate à violência contra mulher. Iniciativas como a Operação Mulher Segura 2026 e a Patrulha Maria da Penha resultaram na prisão de agressores em todo o Rio Grande do Sul. Além disso, as polícias prosseguem atuando para ampliar a proteção às vítimas, a conscientização da sociedade sobre o tema e a redução dos índices de violência.

De acordo com a Secretária-adjunta da Segurança Pública, Adriana da Costa, a violência doméstica se combate constantemente e com a soma de esforços dos diversos órgãos e entidades da rede de apoio às vítimas.

“A Secretaria da Segurança Pública tem atuado firmemente no combate à violência contra a mulher. Nós temos feito a integração entre os órgãos vinculados como Brigada Militar, Polícia Civil, Instituto-Geral de Perícias e Corpo de Bombeiros Militar no desenvolvimento de ações integradas e outras pontuais, tanto para reprimir a violência, quanto na prevenção de crimes e na realização de campanhas educativas e informativas”, disse.

Operação Mulher Segura prendeu 164 agressores

Iniciada no dia 19 de fevereiro, a operação Mulher Segura 2026 resultou na prisão de 164 agressores. A ação tem coordenação nacional do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). No Rio Grande do Sul, a atuação foi coordenada Divisão de Proteção e Atendimento à Mulher (Dipam), vinculada ao Departamento de Proteção a Grupos Vulneráveis (DPGV) da Polícia Civil.

Ao longo de 15 dias, policiais civis e militares acompanharam 4.011 Medidas Protetivas de Urgência (MPUs) e atenderam 4.548 vítimas até a última quinta-feira (5/3). A operação é parte de um conjunto de ações para redução dos índices de violência doméstica, familiar e contra mulheres e meninas em todo o país.

De acordo com a delegada Waleska Alvarenga diretora da Dipam, a Polícia Civil não está inerte diante da complexa e multifatorial criminalidade que envolve a violência contra a mulher e segue atuando no seu enfrentamento, reforçando o compromisso do Governo do Estado com a proteção das mulheres. “A violência doméstica é crime e não será tolerada. Se você está em situação de risco ou conhece alguém que esteja, denuncie. Sua denúncia pode salvar vidas”, relembrou.
Em 102 municípios foram cumpridos mandados de busca e apreensão, de prisão contra agressores, além da verificação de denúncias anônimas e ações de conscientização entre membros das redes de apoio às mulheres.

Mais de 24,5 mil pessoas foram envolvidas em 564 ações educativas e de conscientização, como palestras, distribuição de folders, orientações sobre saúde, segurança e direitos das mulheres. Cerca de 9.500 policiais atuaram e 3.670 viaturas foram empregadas durante as ações simultâneas.

Aumento das visitas e das prisões

Nos primeiros dois meses de 2026, a Patrulha Maria da Penha da Brigada Militar registrou crescimento no número de visitas e de prisões por descumprimento de medidas protetivas. Quando comparadas com os meses de janeiro e fevereiro do ano passado, as visitas realizadas pelo programa aumentaram 28%, passando de 11.366 para 14.543. Já as prisões por descumprimento de medidas protetivas subiram 83%, de 41 para 75.

O crescimento das atividades da Patrulha Maria da Penha reforça o compromisso de proteger as mulheres vítimas de violência doméstica e familiar e combater os feminicídios. Vale destacar também a ampliação da atuação do programa para proteger crianças e adolescentes, conforme a Lei Henry Borel (Lei 14.344/22).

Fonte: Governo do RS