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Janeiro Branco: Como lidar com a ansiedade e a frustração

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O primeiro mês do ano é marcado pela campanha Janeiro Branco, que tem como principal objetivo discutir a saúde mental. Idealizado pelo psicólogo Leonardo Abrahão desde 2014, o projeto convida as pessoas a refletirem sobre suas vidas, a qualidade dos relacionamentos e incentiva o debate sobre o tema em todos os espaços.

A escolha de janeiro é estratégica, pois o começo do ano pode gerar ansiedade pelo desejo de cumprir as metas dos 12 meses seguintes e frustração por não ter cumprido todas do ano anterior. Além disso, costuma ser um período de muita reflexão.

A Campanha Janeiro Branco, a maior do mundo em prol da construção de uma cultura da Saúde Mental na humanidade, nasceu para tornar realidade o ideal de um mundo mais saudável em relação a tudo o que diz respeito à subjetividade dos indivíduos.

Por meio dela em todo o Brasil e em outros países, cidadãos, psicólogos e demais profissionais (da saúde ou não), estão se mobilizando para levar mensagens e reflexões aos indivíduos e às instituições: “quem cuida da mente, cuida da vida”; “quem cuida das emoções, cuida da humanidade”; “quem cuida de si, já cuida do outro”; “o que você não resolve em sua mente, o corpo transforma em doença”; e várias outras orientações, dicas e reflexões que têm o poder de chamar a atenção de todos para os cuidados consigo, com os outros e, também, para a importância das lutas por políticas públicas em defesa da Saúde Mental de todos.

A depressão é o transtorno de saúde mental que mais cresce no mundo, afetando atualmente cerca de 300 milhões de pessoas no mundo. A OMS considera a depressão o mal do século e que em 2020 será a doença mais incapacitante do mundo.

É  uma síndrome, um conjunto de doenças psiquiátricas e crônicas, caracterizada por uma tristeza profunda, um caso de infelicidade com alterações fisiológicas, cansaço, fraqueza, irritabilidade, ansiedade, baixa autoestima, insônia, impotência, alterações de humor,diminui a imunidade,entre outros, e está associada a sentimentos como desencanto, desesperança, angústia, dor, amargura e culpa por não entender porque não consegue melhorar.

Muitas vezes a pessoa depressiva não consegue detectar e identificar a doença, ou não aceita estar doente. A vida perde a graça e a vontade de ser vivida, apresentando muitas vezes pensamentos suicidas. Distúrbios de sono e apetite (falta ou excesso) também podem estar ligados a depressão.

Para as pessoas que não sofrem da doença, episódios ruins na vida deixam um sentimento de tristeza que consegue ser superado em pouco tempo.Já a pessoa depressiva tem muito mais dificuldade, tudo fica potencializado, sem forças para reagir, com a sensação de que esse quadro ruim não irá se reverter.

A Doutora Anahy D’amico, psicóloga, explica em suas redes sociais que existem áreas no cérebro que são responsáveis pelos sentimentos, controlando-os com a liberação de neurotransmissores. Havendo uma disfunção nessa liberação dos neurotransmissores SEROTONINA, NORADRENALINA e DOPAMINA que regulam o humor, surgem então doenças como a ansiedade e a depressão.

É necessário tomar cuidado para não confundir quando a pessoa está deprimida de quando está depressiva.

A depressão pode ser tratada com antidepressivo e psicoterapia, e também com alguma atividade física prazerosa. É necessário consultar um médico, psiquiatra ou psicólogo, que indicarão o melhor tratamento.

Não é frescura, mimimi, vitimização e muito menos vontade de chamar a atenção. Essa incompreensão machuca muito quem sofre de depressão, pois a faz se sentir culpada

Entre 40 e 50% dos casos de suicídios estão ligados aos casos de depressão, pois o depressivo fica impedido de buscar ajuda pelo próprio quadro. Assim, o suicídio pode ser classificado como um gesto de comunicação. O último gesto de comunicação de um indivíduo, um gesto desesperado e violento, que, no fundo, comunica alguma coisa para alguém ou para a sociedade.

Você pode ajudar: faça companhia, ouça sem julgar e sem culpar. Nada de sermões, discursos, críticas, fazer comparações, falar de experiências ou dar conselhos não solicitados, ou de frases clichês tipo “você é mais forte que isso”. Estimule a pessoa a procurar tratamento e a acompanhe.A compreensão e o calor humano são o grande antídoto contra este mal.

É justamente este o trabalho que nós propomos a realizar no CVV: compreender incondicionalmente, os que nos procuram, para que possam encontrar novas razões para continuar a viver. Com isso, estamos combatendo as causas mais profundas da atitude autodestrutiva.

CVV — Centro de Valorização da Vida, fundado em 1962, é uma associação civil sem fins lucrativos, filantrópica, reconhecida como de Utilidade Pública Federal. Presta serviço voluntário e gratuito de apoio emocional e prevenção do suicídio para todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob totalsigilo e anonimato.

Os contatos com o CVV são feitos pelo telefone188 (24 horas e sem custo de ligação) ou pelo site www.cvv.org.br, por chat e e-mail. Nestes canais, são realizados mais de 3 milhões de atendimentos anuais, por mais de 3 mil voluntários do Brasil todo.

Tudo o que você diz, pensa e sente é importante.

Embora a depressão seja o transtorno mental mais comum, temos que nos atentar a Ansiedade, Esquizofrenia, Transtornos Alimentares, Estresse Pós-Traumático, Transtorno Obsessivo-Compulsivo, Transtorno Bipolar, Transtorno de Personalidade de Borderline, Transtorno de Pânico, entre outros.

O projeto Janeiro Branco faz do mês de janeiro um marco temporal estratégico para que todas as pessoas reflitam, debatam e planejem ações em prol da saúde mental e da felicidade em suas vidas. participe e ajude a divulgar nossa ideia!

Quem cuida da mente, cuida da vida!


SOBRE A AUTORA
Cíntia Aline Santos é graduada em Ciências Contábeis pela Unopar e atua como voluntária no Centro de Valorização da Vida (CVV). A Cíntia está participando dos plantões e prestando ajuda para quem liga para o telefone 188.


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