Governo divulga Boletim Epidemiológico sobre mortalidade materna, infantil e fetal no Estado
Os dados se referem a 2023 e mostram que as principais causas de mortes foram hemorragias e transtornos hipertensivos
O governo estadual disponibilizou, por meio do site da Secretaria da Saúde (SES), a edição de 2025 do Boletim Epidemiológico do Estado do Rio Grande do Sul que aborda os dados de mortalidade materna, infantil e fetal em 2023. A edição também traz informações sobre os dados preliminares de 2024.
O documento mostra que, em 2023, ocorreram 41 mortes maternas no Estado, a segunda menor razão de mortalidade (RMM) do país, ou seja, para cada 100 mil bebês nascidos vivos, ocorreram 33,95 mortes. O índice só é maior que o de Santa Catarina (33,1). As principais causas diretas de mortalidade foram hemorragias e transtornos hipertensivos (pré-eclâmpsia e eclâmpsia).
Mortalidade infantil
A taxa de mortalidade infantil em 2023 foi de 9,68 a cada mil nascimentos, sendo que 55,5% das mortes tiveram causas originadas no período perinatal, período que vai da 22ª semana de gestação ao sétimo dia após o nascimento.
Foram registrados 233 óbitos evitáveis causados por fatores maternos e por complicações na gravidez, no trabalho de parto e no parto. Outra causa recorrente foi a septicemia bacteriana do recém-nascido. O restante dos casos se deve a condições de saúde dos bebês no período perinatal.
Raça e cor
O boletim apresenta ainda uma análise detalhada de questões relacionadas à raça e à cor nos registros de mortalidade materna entre mulheres pretas e indígenas. Em números absolutos, ocorrem mais mortes entre mulheres brancas, embora a RMM seja de 30,75 a cada 100 mil nascidos vivos. Isso não se mantém quando é feita a estratificação do índice, que aponta um número relativo maior de mortes entre mulheres pretas (43,08) e indígenas (116,28).
Em 2023, ocorreram 1.171 óbitos infantis, dos quais 982 foram de crianças declaradas brancas (83,9% dos casos). Em seguida, aparecem 95 óbitos das declaradas pardas (8,11%) e 54 das declaradas pretas (4,61%). As mortes de bebês indígenas chegaram a 16 (1,4%), oito a menos que em 2022.
Fonte: Governo RS