Câmara de Canguçu aprova criação da Frente Parlamentar Evangélica
Proposta cria espaço de debate entre vereadores e lideranças religiosas para discutir políticas públicas, liberdade religiosa e ações sociais no município
Durante a sessão ordinária realizada na segunda-feira (9), a Câmara Municipal de Vereadores de Canguçu aprovou o Projeto de Decreto Legislativo nº 11/2026, que institui a Frente Parlamentar Evangélica no âmbito do Legislativo municipal.
A proposta é de autoria do vereador Ritiéli Lima Sampaio (Republicanos) e foi assinada também por outros parlamentares da Casa. Após a aprovação em plenário, o decreto foi promulgado pelo presidente do Legislativo, Carlos Eduardo Martins.
De acordo com a justificativa apresentada no projeto, a criação da frente parlamentar reconhece a importância social, cultural e espiritual das igrejas evangélicas no município de Canguçu. O texto destaca que essas comunidades atuam em ações de solidariedade, apoio a dependentes químicos, acolhimento a pessoas em situação de vulnerabilidade e desenvolvimento de atividades educacionais e sociais.
Objetivos da frente
Conforme o decreto aprovado, a Frente Parlamentar Evangélica terá como objetivo promover debates, acompanhar políticas públicas e propor iniciativas relacionadas à promoção da fé cristã, da liberdade religiosa e da valorização da vida, da família e dos princípios cristãos no município.
Entre as atribuições previstas estão:
- promover audiências públicas, debates e seminários sobre temas como família, ética, educação e combate às drogas e à violência;
- acompanhar e propor políticas públicas que incentivem a justiça social, a solidariedade e a fraternidade;
- defender a liberdade religiosa e a livre manifestação de fé;
- sugerir parcerias entre o poder público e instituições evangélicas para o desenvolvimento de ações sociais e educacionais.
Composição
A frente parlamentar será coordenada pelo vereador Ritiéli Lima Sampaio e contará com a participação dos vereadores Márcio Daniel Haudt Schwartz (PP), Darci Ropke (PP), Mauro Renã dos Reis Silveira (MDB), Diego Romão Helvig Wolter (MDB), Marcelo Romig Maron (PL), Carlos Eduardo Martins (PP) e Paulo Renato Kopp Bauer (MDB).
Segundo o texto aprovado, a frente poderá atuar em conjunto com órgãos públicos, entidades do setor privado e representantes da sociedade civil. As reuniões também poderão ser abertas à participação da comunidade e de especialistas.
A medida entra em vigor na data de sua publicação e terá vigência até o final do ano legislativo, podendo ser prorrogada mediante deliberação do plenário da Câmara.