Canguçu, sexta-feira, 6 de março de 2026
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Dias Toffoli deixa relatoria de investigações sobre o Banco Master no STF

Ministro solicitou redistribuição do processo após reunião com colegas da Corte; integrantes do tribunal manifestaram apoio e afirmaram não haver fundamento para suspeição.


O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou nesta quinta-feira (12) a redistribuição das investigações que envolvem o Banco Master, deixando a relatoria do caso.

A decisão ocorreu após reunião entre os integrantes da Corte. Em nota oficial, o STF informou que o pedido partiu do próprio ministro, que considerou os interesses institucionais do tribunal diante do avanço das apurações conduzidas pela Polícia Federal.

No comunicado, os ministros ressaltaram que não há fundamento para a abertura de procedimento por suspeição — instrumento jurídico utilizado para questionar a imparcialidade de um magistrado. O colegiado também afirmou que os atos já praticados por Toffoli permanecem válidos e registrou apoio pessoal ao ministro, destacando a inexistência de impedimento legal.

Relatório encaminhado ao Supremo na última segunda-feira (9) pela Polícia Federal trouxe menções ao nome do ministro a partir de dados extraídos do celular do banqueiro Daniel Vorcaro. O conteúdo foi apresentado aos demais ministros pelo presidente da Corte, Edson Fachin, durante reunião interna. O documento também foi enviado à Procuradoria-Geral da República (PGR).

Esclarecimentos do ministro

Em nota divulgada no mesmo dia, Toffoli informou que integra o quadro societário da empresa Maridt, mas esclareceu que não exerce funções de administração, que estariam sob responsabilidade de familiares. Ele também negou qualquer relação pessoal ou financeira com Daniel Vorcaro.

Segundo o ministro, a participação societária é permitida pela Lei Orgânica da Magistratura (Loman), desde que não haja atuação na gestão da empresa, condição que, conforme afirmou, está sendo respeitada.