“Usuário deverá acionar guincho particular após fim da concessão”, esclarece PRF
Superintendência explica com exclusividade ao Canguçu Online mudanças nos atendimentos e reforça que segurança viária seguirá sob responsabilidade da corporação
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) já concluiu o planejamento para atuar após o encerramento do contrato da Ecovia Sul, previsto para o dia 4 de março. Em entrevista exclusiva ao Canguçu Online, o superintendente substituto da PRF no Rio Grande do Sul, Felipe Barth, detalhou como será a transição e garantiu a continuidade da segurança nas rodovias federais.
Planejamento antecipado
“Desde os últimos meses a PRF já vem se preparando para o fim do contrato de concessão, por meio de reuniões com outros órgãos como DNIT, prefeituras, Brigada Militar e Corpo de Bombeiros, para organizar os atendimentos e serviços após o término do contrato”, afirmou.
Segundo ele, a corporação realizou levantamento dos serviços disponíveis ao longo das BRs e promoveu ajustes junto às esferas municipal, estadual e federal para evitar lacunas no atendimento.
Segurança nas praças e possíveis manifestações
Sobre as praças de pedágio, que passam a ser de responsabilidade do DNIT, Barth ressaltou que a PRF está articulada com o órgão para adotar medidas policiais, se necessário. Em relação à possibilidade de manifestações no momento da abertura das cancelas, reforçou:
“A PRF tem um protocolo e vai seguir esse protocolo para que a via seja mantida liberada e que tanto manifestantes quanto usuários tenham sua segurança garantida”.
Como ficam os atendimentos a acidentes
Com o fim da concessão, também muda a dinâmica de atendimento aos acidentes. Até então, a Ecovias Sul realizava o socorro médico e a sinalização da pista, comunicando posteriormente a PRF. A partir de agora, em caso de ocorrência, o contato deve ser feito pelo 191, da PRF, ou 190, da Brigada Militar, que poderá prestar apoio inicial conforme a proximidade. O atendimento de saúde ficará sob responsabilidade do Município, com apoio do Corpo de Bombeiros.
Em relação aos procedimentos, Barth explicou:
“Com relação ao atendimento de acidentes, tecnicamente chamados hoje de sinistros, o procedimento seguirá como ocorre nas demais rodovias do estado sem concessão. Acidente sem lesões corporais, sem morte, os motoristas devem retirar os veículos da via e trocar as informações para depois fazer o registro no site da PRF. Quando o acidente for mais grave, tiver pessoas machucadas ou a impossibilidade de retirar o veículo da via, a PRF deve ser acionada”.
Guincho passa a ser responsabilidade do usuário
Sobre os serviços que deixam de ser oferecidos pela concessionária, ele esclareceu:
“Os responsáveis pelos veículos devem acionar um guincho particular. A PRF está disponível para passar informações sobre os disponíveis na região, mas o usuário é quem deve fazer o acionamento e arcar com os custos”.
O DNIT assumirá apenas a manutenção e as obras na rodovia, sem disponibilizar ambulâncias ou guinchos. Assim, em situações de pane, colisão ou tombamento, caberá ao proprietário do veículo providenciar a remoção por meio particular.
A PRF reforça que o telefone 191 permanece disponível 24 horas por dia para atendimento de ocorrências nas rodovias federais.