Canguçu, domingo, 8 de março de 2026
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Tecnologia e inovação no campo marcam terceiro dia da missão gaúcha nos Estados Unidos

Comitiva liderada por Gabriel Souza conheceu tecnologias de irrigação no campo e controle sistematizado na criação de gado


A comitiva gaúcha que participa da missão oficial técnica do governo ao Estado do Nebraska, nos Estados Unidos, conheceu de perto o que há de mais moderno em pesquisa e inovação voltadas à agricultura sustentável. Liderado pelo vice-governador Gabriel Souza, o grupo esteve na cidade de Ithaca, nesta quarta-feira (22), onde visitou o Centro de Educação de Extensão do Leste do Nebraska, um dos principais polos da Universidade do Nebraska dedicados ao desenvolvimento de soluções para o campo.

O centro, que ocupa mais de 3,6 mil hectares, reúne diferentes modelos de produção, com áreas de pastagem e cultivo irrigado até espaços experimentais de pesquisa. A estrutura abriga cerca de 10 mil animais e dezenas de projetos científicos aplicados ao agronegócio.

Recebidos pelo diretor Doug Zalesky, os gaúchos conheceram o feedlot experimental (sistema de criação de gado confinado), que abriga cerca de 240 bovinos monitorados por sistemas automatizados. Cada animal possui uma etiqueta eletrônica que mede a quantidade de alimento ingerido, possibilitando o acompanhamento individual da saúde e do desempenho produtivo. Em seguida, o grupo visitou a sala de manejo e treinamento de gado, onde são realizadas capacitações práticas em parceria com o setor privado, voltadas ao bem-estar animal e à segurança no trabalho rural.

A comitiva também acompanhou um projeto de pesquisa sobre sequestro de carbono, que analisa como diferentes práticas agrícolas podem contribuir para a mitigação das mudanças climáticas. Os estudos utilizam sensores que captam, em tempo real, dados sobre o vento, a temperatura, a umidade e as emissões de carbono, informações que orientam políticas e estratégias de sustentabilidade.

Segundo o vice-governador Gabriel Souza, as tecnologias vistas no Nebraska mostram como ciência e agricultura podem caminhar juntas para ampliar a eficiência produtiva e preservar os recursos naturais. “Essa torre que vimos aqui, que inclusive tem similares no Rio Grande do Sul, como na Universidade Federal de Santa Maria, mede uma série de parâmetros. Não só a umidade do solo, mas também a emissão de gases de efeito estufa, como o óxido nitroso. Um dos equipamentos chega a coletar dados dez vezes por segundo, o que mostra a dimensão da pesquisa e do potencial de aplicação no campo”, destacou.