“Proteção das mulheres precisa ser tema de todos”, diz Eduardo Leite ao lamentar feminicídio de servidora do Estado
Além de anunciar ampliação de medidas, governador qualificou crime como “inaceitável”, “revoltante” e “patologia social”
O governador Eduardo Leite lamentou, em vídeo publicado nas redes sociais neste sábado (21), o feminicídio de Roseli Vanda Pires Albuquerque, 47 anos, diretora-administrativa da Secretaria do Esporte e Lazer (SEL). O crime foi cometido nesta madrugada em Nova Prata, cidade natal da servidora. Ao classificá-lo como uma “patologia social”, cujo combate exige engajamento de todos os Poderes e da sociedade, Leite assegurou a ampliação das medidas para combater a violência de gênero e destacou a trajetória de Roseli na defesa dos direitos das mulheres. O governador também comentou sobre as políticas estaduais de proteção e atendimento especializado já existentes, defendendo o enfrentamento a esse tipo de violência como prioridade coletiva para reverter a alta de casos.
Roseli era servidora dedicada do Estado e tinha uma trajetória consolidada na vida pública. Além de atuar na diretoria-administrativa da SEL, foi vereadora por dois mandatos em Nova Prata, onde era reconhecida pelo trabalho voltado à inclusão de pessoas com deficiência e à defesa dos direitos das mulheres. O governador ressaltou que a história da servidora foi “interrompida de forma brutal”, manifestando solidariedade aos familiares e amigos.
Crime complexo
O caso de Roseli ilustra a complexidade dos ciclos de violência doméstica, que muitas vezes permanecem silenciosos por décadas. A vítima e o agressor foram casados por 28 anos, mas, durante esse período, houve apenas um registro formal de ocorrência, ainda em 2017, lembra o governador. O cenário particular se reflete nos indicadores estaduais: este é o sexto feminicídio registrado no Rio Grande do Sul apenas em fevereiro de 2026, superando o índice do mesmo mês no ano anterior. “São números de um cenário assustador que precisam alertar a todos. Depois de anos em que conseguimos reduzir esse tipo de crime no Rio Grande do Sul, os casos voltaram a crescer em 2025 e seguem em alta neste início de 2026. Isso é inaceitável. Isso é revoltante. Não podemos normalizar”, afirmou o governador, reiterando que o feminicídio é fruto do machismo e da “ideia absurda de posse” sobre a vida das mulheres.
Para enfrentar o problema, o governo estadual tem investido de forma transversal em segurança, saúde, educação e assistência social. Entre as medidas centrais, Leite destacou a adesão do Rio Grande do Sul ao Pacto Nacional de Enfrentamento à Violência contra a Mulher. A estratégia inclui o diálogo constante com os demais Poderes e a intensificação da mobilização junto aos municípios para capilarizar o atendimento. O Estado também conta com a Secretaria das Mulheres (SDM), Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deams), Salas das Margaridas e as Patrulhas Maria da Penha. No campo tecnológico, destacam-se a Medida Protetiva de Urgência Online, o Programa de Monitoramento do Agressor e a campanha “Não maquie, denuncie”.
Fonte: Governo do RS