Canguçu, sábado, 7 de março de 2026
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Ministério dos Transportes agenda para agosto de 2026 o leilão da nova concessão do Polo Rodoviário de Pelotas

Edital será lançado em maio de 2026; vencedora administrará mais de 450 km de rodovias por 30 anos e deverá investir R$ 6,1 bilhões em melhorias


O governo federal confirmou para agosto de 2026 o leilão da concessão do sistema rodoviário formado pelas BRs 116 e 392 no Sul do Estado, denominado Rota Portuária do Sul. O edital da licitação — aprovado pelo Ministério dos Transportes e atualmente em análise na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para abertura de audiência pública — tem publicação prevista para maio de 2026.

A concessão abrangerá 456,2 km entre Santana da Boa Vista, Canguçu, Camaquã, Pelotas, Jaguarão e Rio Grande, conectando o interior produtivo gaúcho ao Porto de Rio Grande, principal terminal portuário do Rio Grande do Sul. A BR-116 percorre o Estado no sentido Norte–Sul, passando por cidades como Porto Alegre, Caxias do Sul e Pelotas. Já a BR-392 cria o elo direto da região central e da Fronteira Oeste — via Santa Maria e Santana do Livramento — com o litoral sul.

A empresa vencedora administrará o trecho por 30 anos e deverá realizar R$ 6,12 bilhões em investimentos (Capex), além de arcar com R$ 4,59 bilhões em custos operacionais (Opex). O projeto prevê ainda receita bruta estimada em R$ 26,44 bilhões ao longo da concessão, com fluxo de caixa acumulado de R$ 7,98 bilhões. O estudo técnico adota taxa WACC de 11,41% ao ano e aponta crescimento anual médio de tráfego (CAGR) de 2,82%.

Imagem: Ministério dos Transportes

Entre as principais intervenções previstas estão a duplicação de 83,37 km, a construção de 38,58 km de vias marginais, a instalação de 14 pórticos eletrônicos, a execução de 57 dispositivos e interseções (novos ou remodelados) e a implantação ou renovação de 9 passarelas. O plano também contempla dois pontos de parada para motoristas. O ciclo principal de obras deverá ocorrer entre o 3º e o 7º ano da concessão.

Imagem: Ministério dos Transportes

A estimativa oficial aponta a geração de 86.787 empregos diretos, indiretos e por efeito-renda durante todo o período de implantação e operação. Os indicadores publicados pelo Ministério dos Transportes projetam, ainda, um VEO (volume equivalente operacional) de 20.538 veículos por dia, com custo de duplicação avaliado em R$ 5,03 milhões por quilômetro.

Para garantir a participação no certame, as empresas deverão apresentar capital social mínimo de R$ 42 milhões, além de R$ 212 milhões em garantias de execução contratual.