Canguçu, sábado, 7 de março de 2026
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Ecovias Sul sinaliza possibilidade de acordo provisório para manter pedágios no Sul do RS

Contrato de concessão das BRs 116 e 392 termina em 3 de março, enquanto nova licitação federal ainda está em fase de preparaçãO


A menos de um mês do encerramento do contrato de concessão da BR-116 e da BR-392, no sul do Rio Grande do Sul, a Ecovias Sul afirmou estar aberta a dialogar com o governo federal sobre a eventual celebração de um contrato temporário, conhecido como contrato tampão, até a conclusão do processo licitatório que definirá a próxima administradora das rodovias.

Em entrevista a um veículo de comunicação da região, o diretor-superintendente da concessionária, disse que a empresa permanece à disposição para uma eventual prorrogação, caso essa seja considerada a melhor alternativa para garantir a continuidade dos serviços. Ele ressalta, no entanto, que qualquer extensão contratual pressuporia a redução das tarifas atualmente praticadas.

Apesar da sinalização, o diretor destacou que, neste momento, não há tratativas formais em andamento. Conforme explicou, a concessionária já apresentou, em oportunidades anteriores, propostas que previam a diminuição do valor dos pedágios em caso de prorrogação, mas as alternativas não avançaram.

Atualmente, as tarifas cobradas no trecho estão entre as mais elevadas do país, chegando a R$ 19,60. O superintendente afirmou ainda que a Ecovias Sul não atua como protagonista no debate, limitando-se a aguardar eventual manifestação do poder público.

Sobre a nova concessão, a empresa não descartou a participação do Grupo Ecorodovias, controlador da Ecovias Sul, no futuro leilão. Segundo ele, a decisão dependerá do modelo do edital e do cronograma de lançamento, que serão analisados pela área responsável por novos negócios do grupo.

O Ministério dos Transportes prevê a publicação do edital da chamada Rota Portuária Sul em maio de 2026, com leilão programado para agosto do mesmo ano. Contudo, o processo ainda depende da realização de audiências públicas e da revisão do projeto pelo Tribunal de Contas da União (TCU).