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Criadores do RS querem que exame de mormo não seja obrigatório

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Associações de criadores gaúchos solicitaram à Secretaria da Agricultura do estado que o exame de mormo, doença infectocontagiosa de equídeos, não seja uma exigência. Hoje, sempre que o criador precisa deslocar seu animal — para um rodeio ou prova, por exemplo —, a avaliação é cobrada,

O presidente da Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac), Leonardo Lamachia, defende a retirada da obrigatoriedade. “Imagine que eles são utilizados em eventos que acontecem, praticamente, todo fim de semana, como credenciadoras do Freio de Ouro respectivos campeonatos e provas das outras raças; realmente é custo e burocracia a mais”, diz.

Após ser procurada pelas entidades, a secretaria gaúcha solicitou ao Ministério da Agricultura a retirada do exame. Antes de ter o pedido atendido, o estado precisará provar que não houve nenhum caso de mormo nos últimos três anos.

Para provar a ausência da doença, serão recolhidas amostras dos equinos. “A primeira coisa que teremos que fazer, ainda no primeiro semestre, é um desenho amostral: quais municípios, quais os produtores etc. A nossa ideia é, provavelmente a partir de agosto deste ano, colocar quantas equipes forem necessárias para agilizar a coleta dessas cinco mil amostras”, declara o diretor do Departamento de Defesa Agropecuária, Antônio Carlos Ferreira Neto.

Em 2015, alguns criadores entraram na Justiça para que animais diagnosticados com mormo não fossem sacrificados. Segundo Luiz Silveira, responsável pelo Programa Nacional de Sanidade Equídea no estado, na época esse grupo entendia que os exames não fossem tão confiáveis. “O que gerou esse imbróglio que a gente tem até hoje”, relata.

Silveira afirma que ao status só vai avançar quando esses oito casos forem resolvidos. “São o principal entrave para iniciarmos qualquer processo de certificação do estado livre”, afirma.

A Febrac defende a fiscalização da entrada de animais pela fronteira seja reforçada, evitando novos casos. “Devemos avançar na retirada da obrigatoriedade do exame desde que existam condições seguras sob o ponto de vista sanitário”, finaliza a entidade.

Informações: Canal Rural.

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