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UFPel anuncia que poderá encerrar suas atividades

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O Centro Acadêmico Florestan Fernandes, responsável pelas Ciências Sociais da UFPel anunciou na noite desta quinta-feira (2) em sua página do Facebook que caso o corte de 30% na verba destinada para a educação seja concretizado, a UFPel encerrará suas atividades em setembro.

O corte foi anunciado pelo Ministro da Educação, Abraham Weintraub, na última terça-feira, trinta de abril. 

Confira a nota oficial na íntegra:

Nota oficial do Centro Acadêmico Florestan Fernandes do curso de Ciências Sociais – UFPel

No dia de hoje, dois de maio de dois mil e dezenove, os representantes do Centro Acadêmico Florestan Fernandes em conjunto com a coordenadora do Curso de Ciências Sociais, Patrícia Rodrigues Chaves da Cunha, estiveram em reunião com o Excelentíssimo Senhor Reitor da Universidade Federal de Pelotas, Pedro Rodrigues Curi Hallal, com o objetivo de obter informações à respeito do corte de verbas de 30% no orçamento de todas as universidades federais do Brasil anunciados pelo Ministro da Educação do desgoverno Bolsonaro, Abraham Weintraub, na última terça-feira, trinta de abril.

A posição oficial da reitoria sobre o assunto é a de que, se não houver recuo por parte do governo nessa medida, a UFPel TERÁ SUAS PORTAS FECHADAS EM SETEMBRO DESTE ANO.

Em relação à estrutura da universidade, os cortes atingirão todas as categorias dos setores terceirizados, sendo eles: vigilância, portarias, restaurante universitário, transportes e serviços gerais prestados à UFPel. Outro setor de estrutura atingido pela medida é o abastecimento de energia elétrica na instituição.

Não teremos dinheiro suficiente para o pagamento da conta de luz. Por fim, a medida atingirá DIRETAMENTE as bolsas de pesquisa, ensino e extensão, prejudicando a sua existência. 

Torna-se importante salientar que o corte de verbas no valor de 5.7 bilhões de reais inicialmente, atingiria somente as universidades federais da Bahia, de Brasília e a Fluminense e que esse corte era uma retaliação política a essas instituições, que se posicionaram contra o desgoverno Bolsonaro. Por motivos jurídicos, especificamente o da improbidade administrativa, o desgoverno decidiu ampliar o corte para todas as universidades federais no valor de 6.9 bilhões de reais. 

O reitor esclarece que a UFPel não tem margem orçamentária para a realização desses cortes e que por esse motivo, em setembro, a UFPel amanhecerá de portas fechadas. 

É com imenso pesar que o CAFF comunica e torna pública à toda comunidade acadêmica da UFPel e à sociedade pelotense os reflexos das medidas tomadas pelo ministro da educação e pelo desgoverno Bolsonaro.

As universidades federais são, em sua máxima, a casa do saber e do conhecimento científico e benéficas para a sociedade na medida que proporciona avanços tecnológicos, sociais e culturais para todos.

É gravíssima a posição do desgoverno porque o objetivo é promover um verdadeiro desmonte na educação pública e gratuita. 
Pedimos a todas e todos que se mobilizem, comuniquem-se e combatam essas medidas entendendo a importância da universidade federal, mostrando para toda a sociedade o quanto somos importantes e necessários no desenvolvimento econômico e social do Brasil.

Se o desgoverno autoritário de Jair Bolsonaro faz uso de mentiras para se promover e alcançar os seus objetivos, que nós, unidos, possamos combatê-lo com verdades.

Por fim, gostaríamos de agradecer ao Sr.Reitor Pedro Hallal pela disponibilidade em nos atender neste momento tão delicado da educação superior brasileira e realizar o convite à toda comunidade para o Conselho de Centros e Diretórios Acadêmicos a ser realizado neste sábado, tendo como pauta única a mobilização dos discentes da UFPel.

 

Com informações de Elias Bielaski – Clic Camaquã

 

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