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Professor: Uma salvaguarda ‘imparcelável’

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Hoje, quinhentos anos depois da morte de Da Vinci, eu teria vergonha de deixá-lo pintar telas sobre o país, não somos mais nem se quer bonitos por natureza e eu vou lhe explicar o porquê…

Eu nunca fui bom em matemática, mas veemente apaixonado pela área das Letras. Mesmo assim, não entendo a dubitável conta dos “superiores” em educação…

Ela evoluiu ao longo dos anos, mesmo que tenhamos muitas referências da época da revolução industrial. Foi-se o tempo no qual as crianças eram reparadas por “tias”. Valoriza-se muito a educação infantil e, segundo a BNCC, ela é “a primeira etapa da Educação Básica, ela é o início e o fundamento do processo educacional.”

O parcelamento do salário dos professores é fruto, infelizmente, de sementes plantadas no ar, em lugar que não há terra. Educação é processo, é psicologia, biologia, didática, estrutura e amor.

Caro leitor, o processo educacional compreende professores, didáticas e claro, ludicidade. Todas as professoras passaram por um primoroso magistério ou graduação. Vivemos em tempos modernos, líquidos e solúveis em que a educação tomou para si o papel de vilania. A figura do professor é a salvaguarda do papel esquecido do heroísmo.

Aos que governam: respeitem a educação! Respeitem os já formados! Respeitem a sociedade! Os professores e alunos não tem culpa! Entendam de uma vez por todas, o cotidiano só existe por causa da educação.

Eu sou educador e bacharel em formação. Conheço “bixos” e veteranos que tem orgulho de quem são e do que fazem. Eu acredito em Paulo Freire e serei firme como Montessori. Ao contrário de quem manda, nós educadores sabemos a prática. Não adianta ter mestrado ou Ph.D. e não saber olhar ao redor.

Creio que deveria voltar a assistir minhas aulas de psicologia do magistério para entender a lógica do senso comum ou as de sociologia, para compreender como pensa a classe política.

Meus antepassados sempre levantaram e trabalharam de sol a sol. Muitas pessoas com seus chinelos, no frio gaúcho, seguem indo “a peleia” e se a tira arrebentasse, colocavam um prego para seguir em frente. E com a educação não é diferente…

Os olhos da educação não se fecharam para o holocausto. Não adormeceram no totalitarismo e não será agora que estes olhos deixarão de testemunhar essa empáfia.

Contudo, a educação há de sobreviver, eu espero!

O AUTOR
Luiz Guilherme Helwig Almeida bacharelando em Letras – Redação e Revisão de Textos pela UFPel, bacharelando em Jornalismo pela UCPel e atua na área de Marketing e Comunicação e é professor do Colégio Aparecida (CFNSA) em Canguçu.

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