Canguçu, quinta-feira, 23 de abril de 2026
Menu

Superação: atleta de Canguçu completa 26 horas de prova em ultramaratona

Guilherme Schiavon encarou sua primeira ultramaratona no formato Backyard Ultra e percorreu mais de 170 quilômetros, superando limites físicos e relembrando uma trajetória marcada pela luta contra uma doença na adolescência


Um feito que orgulha Canguçu e reforça a força do esporte local. O atleta canguçuense Guilherme Schiavon foi destaque no último fim de semana ao completar 26 horas consecutivas de corrida na ultramaratona “Até Cair as Pernas”, realizada na Colônia Santa Isabel, no Cerrito Alegre, 3º distrito de Pelotas.

Participando pela primeira vez de uma prova deste nível, Guilherme concluiu 26 voltas no percurso, somando mais de 170 quilômetros. A competição reuniu 202 inscritos, com representantes de oito estados e 45 cidades, evidenciando o alto nível do desafio.

Mais do que números, a conquista carrega uma história de superação. Aos 13 anos, o atleta enfrentou uma doença rara que comprometeu seu sistema nervoso e o deixou, por um período, sem conseguir caminhar. Anos depois, transforma a própria trajetória em exemplo de força, resistência e resiliência.

Em publicação nas redes sociais, Guilherme destacou o simbolismo da prova e relembrou o passado. Segundo ele, cada volta completada foi também uma resposta silenciosa às dificuldades enfrentadas na juventude.

Como funciona a ultramaratona no formato Backyard Ultra

Diferente das corridas tradicionais, o modelo Backyard Ultra exige resistência física e mental em um formato contínuo e eliminatório.

A dinâmica funciona da seguinte forma: os atletas precisam completar um circuito de 6,7 quilômetros dentro do limite de uma hora. Ao final de cada ciclo, uma nova largada é dada. Quem não consegue retornar a tempo é automaticamente eliminado.

O percurso da prova inclui trechos de trilha fechada e estrada de chão, com variações de terreno, subidas e descidas, aumentando ainda mais o nível de dificuldade. O tempo restante dentro de cada hora serve como descanso antes da próxima largada.

A competição segue até que reste apenas um participante capaz de completar mais uma volta dentro do tempo estipulado.

A participação de Guilherme Schiavon reforça o potencial esportivo de Canguçu e levanta a importância de valorizar atletas locais que levam o nome do município para além da região. Sua história vai além da corrida: é um exemplo de superação que inspira e merece reconhecimento.