Canguçu, quinta-feira, 4 de junho de 2026
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Comissão de Economia cobra resposta dos governos federal e estadual sobre crise do agronegócio

O refinanciamento de dívida dos produtores pautaram o debate do Colegiado


A crise do agronegócio e cobrança aos governos federal e estadual por refinanciamento de dívida dos produtores pautaram o debate estabelecido durante o período dos Assuntos Gerais da reunião da Comissão de Comissão de Economia, Trabalho, Desenvolvimento Sustentável e Turismo. A reunião foi conduzida pelo deputado Gustavo Victorino (Republicanos), presidente do Colegiado.

O primeiro parlamentar a se pronunciar sobre a crise do agronegócio foi o deputado Aloísio Classmann (PSD). Ele cobrou do governo federal uma solução para a crise. “O que me chama a atenção é a demora do governo federal em resolver o problema. Faz seis anos que o homem do campo sofre com problemas climáticos e de mercado e o governo federal não se sensibiliza em resolver a questão”, registrou.

Classmann afirmou que falta vontade política ao governo para solucionar o problema. Ele lembrou que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em 1995, fez a securitização das dívidas dos produtores rurais com 25 anos de prazo, para resolver a questão. Por último, Classmann perguntou a quem interessa que o agro brasileiro continue em crise.

Por seu turno, o deputado Guilherme Pasin (PP) apoiou a crítica à falta de vontade política em resolver a questão do agronegócio. Ele acrescentou que também falta a presença do Governo estadual no debate sobre a securitização da dívida dos produtores rurais. “Me causa espanto que o governador e o vice-governador não estejam hoje, em Brasília, fazendo pressão para a aprovação do PL da securitização junto ao Senado, preparando o caminho para o alívio das contas dos agricultores”, expôs.

O deputado Prof. Claudio Branchieri (PL) concorda com as críticas à postura do governo do estado e do governo federal. “Que o PT é contra os produtores nós já sabíamos, mas não podemos concordar com o governo estadual assistir de camarote a decisão sobre o futuro de  milhares de gaúchos, ligados à produção do campo”, argumentou.