Conselho Tutelar emite nota sobre fato envolvendo criança no Centro de Canguçu
Órgão esclarece ocorrência registrada na tarde de quinta-feira, dia 26, e afirma que não há confirmação de tentativa de sequestro; caso é investigado pela Polícia Civil
O Conselho Tutelar de Canguçu divulgou nota oficial a respeito de um fato envolvendo uma criança e sua mãe no Centro do município, ocorrido na tarde quinta-feira, dia 26. A situação ganhou grande repercussão nas redes sociais, sendo inicialmente apontada como uma possível tentativa de sequestro.
Conforme o Conselho Tutelar, o órgão tomou conhecimento do caso por meio das publicações que circularam na internet e, diante da comoção gerada entre pais e mães, buscou esclarecimentos junto à Polícia Civil.
De acordo com as informações repassadas oficialmente pelo delegado Luciano, houve o registro de ocorrência por parte de uma família relatando que um homem teria feito menção de pegar uma criança de três anos de idade. Segundo o relato, diante da reação da mãe, o homem teria afirmado: “calma, eu não vou roubar ela, só queria lhe entregar”, afastando-se em seguida e caminhando tranquilamente.
Ainda conforme a nota, trata-se de um fato isolado. O Conselho reforça que, até o momento, não há confirmação de tentativa de sequestro e que não existem motivos para pânico, como o que acabou sendo disseminado em grupos de redes sociais, inclusive com relatos de perseguição a suspeitos por parte de populares.
A Brigada Militar tem realizado trabalho preventivo e de orientação, enquanto a Polícia Civil conduz a investigação e ficará responsável pela conclusão do caso.
A família dos supostos envolvidos também se manifestou nas redes sociais, afirmando que a situação teria sido um mal-entendido. Segundo divulgado, os homens que aparecem nas publicações seriam adolescentes e não teriam intenção de cometer qualquer ato ilícito. Eles deverão ser ouvidos pelas autoridades competentes.
O Conselho Tutelar informou ainda que atendeu os pais da criança e se colocou à disposição para prestar o suporte necessário. A criança encontra-se em segurança e, conforme o órgão, não teve seus direitos violados.
Por fim, o Conselho reforça que o cuidado com os filhos é responsabilidade dos pais ou responsáveis, especialmente no que diz respeito à saúde, lazer, educação e segurança, conforme prevê o artigo 22 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O órgão orienta que a atenção às crianças deve ser constante, com acompanhamento da rotina e observação permanente por parte dos adultos responsáveis.