Canguçu, sexta-feira, 6 de março de 2026
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Eleições 2026: disputa pelo Senado irá colocar 54 das 81 cadeiras em jogo

No RS, Luis Carlos Heinze (PP) e Paulo Paim (PT) encerram mandatos


A eleição para o Senado em 2026 será um dos marcos políticos mais importantes da década, com 54 das 81 cadeiras em jogo (dois terços da Casa). Cada estado e o Distrito Federal elegerão dois senadores para um mandato de oito anos. Governo e oposição tratam a disputa como prioridade máxima, pois a nova composição definirá o equilíbrio de poderes a partir de 2027.

Por que o Senado é estratégico?

Além de legislar, o Senado possui atribuições exclusivas que impactam diretamente os outros Poderes:

  • Julgamento de autoridades: processar e julgar o Presidente da República e ministros do STF por crimes de responsabilidade.

  • Aprovações cruciais: sabatinar e aprovar ministros do STF, STJ, o Procurador-Geral da República (PGR), diretores do Banco Central e embaixadores.

  • Renovação do STF: o próximo Senado poderá influenciar indicações para a Suprema Corte. Além da vaga de Jorge Messias (indicado para a vaga de Luís Roberto Barroso), três ministros devem se aposentar no próximo mandato presidencial.

O cenário no Rio Grande do Sul

No estado, os eleitores terão que escolher dois nomes para o Senado. Atualmente, as vagas em disputa pertencem a:

  • Luis Carlos Heinze (PP): encerra seu mandato de oito anos. O parlamentar ainda não decidiu sobre a candidatura, mas a tendência é que não dispute a reeleição.

  • Paulo Paim (PT): O senador já confirmou que não concorrerá à reeleição em 2026.

O único senador gaúcho que permanece no cargo até 2030 é Hamilton Mourão (Republicanos), eleito em 2022.

Quem são os pré-candidatos ao Senado no RS

Para a disputa das duas cadeiras gaúchas no Senado em 2026, os nomes que aparecem neste momento são: deputado federal Marcel van Hattem (Novo), deputado Sanderson (PL), atual governador Eduardo Leite (PSD), ex-deputada Manuela D’Ávila (PSOL) e atual ministro e deputado Paulo Pimenta (PT).

Partidos com mais cadeiras em risco

A eleição será um desafio de sobrevivência e manutenção de bancadas para diversas siglas:

  • PSD: colocará 11 de suas 14 cadeiras em disputa.

  • MDB: Terá nove de suas dez cadeiras em jogo.

  • PT: Dos nove senadores atuais, seis encerram o mandato.

  • PL: O partido de Jair Bolsonaro tem sete de seus 15 senadores em fim de mandato.

  • Risco de extinção na Casa: partidos como Podemos (4 senadores), PSDB (3) e Novo (1) terão todos os seus parlamentares encerrando o mandato, lutando para manter qualquer representação.

Estratégia e polarização

A oposição, liderada pelo grupo de Jair Bolsonaro, foca em ampliar a bancada para criar um “clima hostil” ao Judiciário e aumentar a pressão sobre o STF, onde tramitam dezenas de pedidos de impeachment contra ministros. Michelle Bolsonaro (DF) e Carlos Bolsonaro (SC) são nomes ventilados para a disputa.

Por outro lado, o governo Lula busca eleger aliados para garantir a governabilidade e evitar que o Senado se torne uma casa de obstrução sistemática. Ministros como Gleisi Hoffmann, Marina Silva e Simone Tebet podem deixar seus cargos para reforçar as chapas ao Senado.