Às vésperas de vigência de novo decreto, Executivo recebe entidades para debater logística urbana
Medida que restringe carga e descarga e circulação de caminhões preocupa empresários e comerciantes; vigência inicia nesta sexta (1º)
Na tarde desta quinta-feira (31), o prefeito Arion Braga (Progressistas) recebeu em seu gabinete representantes da ACICAN (Associação do Comércio, Indústria, Serviços e Agronegócios de Canguçu), do Sindilojas e da Câmara de Vereadores para tratar sobre o Decreto Municipal que altera as regras de carga e descarga e restringe a circulação de caminhões no centro da cidade. O decreto entra em vigor já nesta sexta-feira, 1º de agosto.
O encontro foi motivado pela mobilização do setor comercial e de transporte, que manifesta preocupação com os impactos das novas medidas. Conforme o decreto, ficam retirados os pontos de carga e descarga das ruas centrais, além da proibição da circulação de caminhões entre 9h e 17h nos dias úteis.
Participaram desta reunião o presidente da ACICAN, Daniel Prestes; o vice-presidente do Sindilojas Canguçu, Augusto Pegoraro; o presidente do Legislativo, vereador Jardel Oliveira (Progressistas); e a primeira secretária da Câmara de Vereadores, vereadora Maica Tainara (PT).
Reunião entre empresários e representantes do setor de logística motivou reunião com o Executivo
Na última terça-feira (29), uma reunião realizada na sede da ACICAN já havia reunido lideranças e representantes das entidades envolvidas para debater os efeitos do decreto. A principal preocupação é com a possibilidade de desabastecimento de mercadorias, aumento nos custos logísticos e perda de competitividade para o comércio local, que é o terceiro maior do Extremo Sul do estado.
A mobilização foi articulada pelas entidades empresariais, com o objetivo de entender os impactos da decisão e buscar alternativas para minimizar os efeitos no dia a dia do comércio e da logística urbana.
Apesar da reunião no gabinete do Executivo, na publicação realizada pela Prefeitura nas redes sociais sobre o encontro, não houve qualquer manifestação quanto à revogação do decreto ou eventual alteração no texto da norma, que segue prevista para entrar em vigor nesta sexta-feira (1º).