Canguçu, terça-feira, 10 de março de 2026
Menu

Reunião na Acican discute impactos de decreto sobre circulação de caminhões no centro de Canguçu

Mudança determinada por decreto municipal gera mobilização de entidades do comércio e do transporte preocupadas com possíveis prejuízos logísticos e econômicos


Na noite desta terça-feira (29), uma reunião realizada na sede da Acican (Associação do Comércio, Indústria, Serviços e Agronegócios de Canguçu) reuniu empresários, representantes de entidades e lideranças locais para discutir os efeitos de um decreto municipal que alterou a dinâmica de trânsito e logística no centro da cidade.

O decreto, assinado recentemente pelo prefeito municipal, determina duas mudanças principais: a retirada dos pontos de carga e descarga nas ruas centrais e a restrição da circulação de caminhões entre 9h e 17h, de segunda a sexta-feira.

A medida gerou forte preocupação por parte do setor comercial e de transporte, que teme prejuízos como o desabastecimento de mercadorias, aumento no custo dos fretes e, consequentemente, a perda de competitividade do comércio local.

O presidente da Acican, Daniel Prestes, reforçou a importância do diálogo entre o poder público e os setores impactados pelo decreto que altera o trânsito em Canguçu. Ele destacou a relevância do comércio local, considerado o terceiro maior do Extremo Sul do estado. “Nesta reunião discutimos todas as questões que isso impactaria à população e ao comércio local, que é o 3º maior do Extremo Sul, ficando atrás apenas de Pelotas e Rio Grande. Levaremos essa demanda e informações ao Executivo para que juntos possamos chegar a um denominador comum”, afirmou.

A mobilização foi articulada pelo Sindilojas e pela própria Acican, com o objetivo de entender os reais impactos da decisão e construir uma demanda conjunta a ser apresentada ao Poder Executivo.

Durante o encontro, o vice-presidente do Sindilojas Canguçu, Augusto Pegoraro, destacou que a problemática do trânsito no município é antiga e demanda soluções estruturais. Segundo ele, há muito tempo o setor empresarial reivindica medidas mais claras para organizar a cidade. “A questão do trânsito é complexa há muito tempo, temos uma média de um carro emplacado por habitante (…) É urgente que tenhamos o Plano Diretor do município, essa luta do setor empresarial é de mais de 30 anos, temos que ter regras do que se pode comercializar no centro da cidade”, afirmou.

O encontro também contou com representantes do setor de transportes da região e, a convite do Sindicato dos Transportadores de Pelotas, veículos de imprensa foram convidados a acompanhar a reunião, entre eles o Canguçu Online.

A partir da conversa, as entidades devem formalizar suas considerações e buscar diálogo com a prefeitura para rever ou adaptar as determinações, equilibrando a fluidez do trânsito com a sustentabilidade das atividades comerciais e logísticas do município.

 

Por Luiz Almeida e Augusto Cabral