Canguçu, sexta-feira, 6 de março de 2026
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Bugio será reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Rio Grande do Sul

Reconhecimento será oficializado no dia 12 de agosto pelo Iphae


O ritmo bugio, expressão marcante da música regional gaúcha, foi oficialmente reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Rio Grande do Sul. A decisão será formalizada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (Iphae) no dia 12 de agosto, durante uma cerimônia no Theatro São Pedro, em Porto Alegre.

O processo que levou ao reconhecimento foi impulsionado pelas prefeituras de São Francisco de Assis e São Francisco de Paula, municípios que têm o bugio como referência cultural. Com apoio de músicos, pesquisadores, festivais e da comunidade local, foi elaborado um inventário cultural que documenta a importância e a representatividade do ritmo na identidade gaúcha.

O parecer técnico favorável foi encaminhado pelo Iphae à Câmara Temática do Patrimônio Cultural Imaterial, última instância responsável pela deliberação sobre o registro. O documento analisa o “Inventário do Gênero Musical Bugio” e está disponível para consulta pública. A documentação apresentada inclui ainda leis municipais que já reconheciam o ritmo como bem cultural em âmbito local.

Tradicionalmente ligado à música de raiz, o bugio é marcado por um ritmo sincopado e pelo uso expressivo do acordeon. Apesar de suas origens variarem conforme relatos regionais, o parecer técnico afirma que o gênero se consolidou como símbolo identitário em diversas localidades do estado.

Com o registro no Livro das Formas de Expressão do Rio Grande do Sul, o bugio passará a integrar oficialmente o conjunto de bens culturais imateriais reconhecidos pelo Estado. A medida também permitirá a criação de políticas públicas de salvaguarda, como festivais, oficinas e ações educativas, garantindo a continuidade e a valorização do ritmo para as próximas gerações.