Canguçu, terça-feira, 23 de janeiro de 2018, 12h17
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SAÚDE - 10/01/2018
Cadeirante busca atendimento em Canguçu para voltar a andar
Foto: Nael Rosa/Eu Falei Piratini
Giane Vitória foi diagnosticada com Meningite aos 13 anos. Atualmente, ela passa a maior parte do dia em uma cadeira de rodas que já não é proporcional às suas medidas, e tem como maior sonho voltar a andar, ainda que amparada por muletas
Giane Vitória foi diagnosticada com Meningite aos 13 anos. Atualmente, ela passa a maior parte do dia em uma cadeira de rodas que já não é proporcional às suas medidas, e tem como maior sonho voltar a andar, ainda que amparada por muletas
Giane Vitória foi diagnosticada com Meningite aos 13 anos. Atualmente, ela passa a maior parte do dia em uma cadeira de rodas que já não é proporcional às suas medidas, e tem como maior sonho voltar a andar, ainda que amparada por muletas

Giane Vitória Oliveira e Quadros, aos 13 anos, cursava a sétima série e tinha como prazer principal os afazeres domésticos, sendo que cozinhar era o que mais lhe motivava. Mas um dia, há dois anos, tudo mudou.

Uma forte dor na nuca e vômitos deu início a uma perambulação por prontos socorros de três cidades diferentes e, só no último, no Hospital São Francisco, em Pelotas, o diagnóstico que mudaria a vida de Giane foi dado: meningite. Imediatamente duas válvulas foram inseridas através de um processo cirúrgico para a drenagem de líquido produzido pelo organismo.

Essa história que tem outros capítulos foi trazida pela leitora Suzeli Gomes que compartilha do sonho de Giane que, após o diagnóstico passou a viver a maior parte do dia numa cadeira de rodas, já não mais proporcional às suas medidas, pois a inércia a fez ganhar peso.

A grande vontade da leitora é que a menina volte a andar, mesmo com limitações como a do tipo amparada por muletas. Isso na vontade de Suzeli e da família de Giane seria possível porque a cadeirante não perdeu sequer um por cento da sensibilidade nas pernas.

Na segunda-feira (8), a reportagem do blog Eu Falei Piratini foi junto com a leitora até a localidade do Passo do Goulart, distante 44 quilômetros por via asfáltica de Canguçu, mas já dentro dos limites de Piratini, para onde a menina retornou há três semanas depois de passar, segundo ela, por um difícil período com o pai biológico e detentor da guarda.

—  A esposa dele me maltratava. Dizia que se eu fizesse minhas necessidades nas fraldas, que sou obrigada a usar, eu seria castigada. Aí eu ficava até o dia seguinte com vontade e até que minha cuidadora chegasse. Eu recebi um retroativo do meu benefício do INSS num total de R$ 3,9 mil mas ele não me entregou, o que lamentei, pois com esse valor daria para comprar uma nova cadeira de rodas e um andador —  explicou Giane.

O padrasto, Alexandre ao saber da situação, incluiu a proposta como saída final uma casa de passagem, tomando providências junto ao Ministério Público em Canguçu e conseguiu que a enteada voltasse para casa, mas foi determinado um período de quatro meses para adaptação, depois, a situação será reavaliada.

Giane, que às vezes abandona a cadeira de rodas e dá passos pela casa no andador, sabe que precisa de fisioterapia contínua, que conforme sua opinião leiga permitiria que ela retomasse uma boa parte dos movimentos já que a sensibilidade dos membros inferiores permanece.

— Já tentamos em Canguçu, mas nos foi alegado que não poderiam fornecer o serviço porque moramos fora dos limites, assim, resolvemos ir à imprensa porque em Piratini vimos como inviável dado à distância e o trecho de chão batido — explicou o padrasto.

 

Secretária retrocede e garante que menina será atendida por Canguçu


Imediatamente ao final da entrevista foi feito contato com os gestores da saúde das cidades em questão.

Diego Espíndola, que comanda a pasta em Piratini, já tinha conhecimento do caso, mas argumentou ser impossível que qualquer paciente, principalmente na condição de Giane, tenha algum ganho com a realização das sessões fisioterápicas tendo que percorrer antes e depois dos exercícios quase 60 quilômetros de estradas não pavimentadas, quase sempre em mau estado, além de 44 de asfalto.

—  Ela, a paciente, já é debilitada. O relaxamento muscular, por exemplo, uma das funções fisioterápicas, não adiantaria de nada ao retornar para casa. Outro fator que me preocupa é o retirar e colocar da menina no carro, o que ocorreria quatro vezes a casa sessão. Isso causa lesões, hematomas. Mas concordo que se ela mantém a sensibilidade nas pernas com a fisioterapia ela poderá vir a ter uma melhor qualidade de vida —  disse Espíndola.

Através do vice-prefeito de Canguçu Cledemir Oliveira (PMDB), que se fez presente à entrevista, conversamos sobre o caso com a secretária de saúde Miriam Lisiane Neutzling que amparada pela lei com relação aos limites territoriais, mas principalmente na falta de estrutura, como por exemplo, carro para o transporte, e também na extensa lista de espera que o município tem para fisioterapia que chega a sete meses, não havia concordado em atender a jovem quando a família solicitou.

—  Agora temos uma equipe de saúde trabalhando próximo do local onde ela reside. Não é algo que fizemos no nosso cotidiano, pois somente pacientes da cidade, acamados, principalmente com Acidente Vascular Cerebral- AVC, recebem atendimento domiciliar nas primeiras dez sessões, depois disso, tem que ser no hospital —  explicou Miriam.

A secretária acrescentou entender que no caso de Giane, a fisioterapia tem que ser contínua, e decidiu que assim que abrir uma vaga no hospital onde o trabalho com os profissionais é realizado, Giane será buscada e levada em casa de duas a três vezes por semana para que sua situação tenha andamento.

— Autorizamos no máximo trinta sessões, depois o paciente é reavaliado e se obteve melhora no seu estado de saúde vai para a fila de espera para que o tratamento tenha continuidade. Assim que abrir a vaga e isso não vai demorar, as viagens começam —  concluiu a secretária.

 

Canguçu On Line, com informações de Nael Rosa, Eu Falei Piratini

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